sexta-feira, 21 de agosto de 2015

não quero

escrever bem
não me leva a lado nenhum
ego - vaidade
para que me serve - quero só as palavras juntas
ou separadas
como crianças de cócoras na areia da tarde, na hora das gaivotas
questionando-se se o caranguejo está morto ou mexe


escrever bem
de que me serve
que te sirva a ti que paraste para beber uma cerveja fresca
nesta era de calor sem fulgor
se não te sirvo
de que me serve
pensa lá nisso

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

as ÁRVORES, sem folhas e COM janelas

as CRIANÇAS começaram a correr, coloRINDO  a vila que antes morta, só acolhia motoqueiros de má espécie e ROULOTES de família, e as crianças

rebentavam petardos de imaginação

nas praias sós, de caranguejo no pé e conchas no cabelo, e o que elas gritavam

dando sede de festa a todas as árvores, velhos incluindo os velhos do poema

TUDO se passou e nada se registou

terça-feira, 4 de agosto de 2015

TUDO

é tão pouco

como nada

um simples sopro

de pouco

ou nada



tudo ou nada

eterno

silencioso

fugaz

como tudo