quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Resumo – Solo SAX - ALTO Nº1

A rua Naquele tempo Nem coreto
A mãe Nem memória Sem lugar
Não estou aqui Nem descubro
Poeta velho Menino doce O sal
O sol de nenhuns Óbvio – amigo
eficaz Disperso nevoeiro Um começo
Olé a viagem – tem morte a norte
Solo sax – a paz O nervo O verbo
VW rodopia – Sem fim O céu

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SIMPLES A MORTE
e eu prefiro algo

bem mais complexo

apenas a ideia e um

sol para uns todos

apenas a morte e
uma ideia complexa
preferida por uns
desagradada por todos

simples é o sol
que complexo
agrada a todos
prefiro a ideia de
uns antes que à morte

simples é a morte
sem sol nem para uns
nem para todos uma
porra nada complexa
Nov. 12


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POR VEZES
por vezes transpiro
um lamento doce de morte
e fim vejo o meu funeral
um dia vai acontecer como aos outros
e respondem-me: lindo maravilhoso tocante
por vezes exalo uma festa de cor e árvore
porque me sinto feliz nem que seja por um bom momento
antes que termine respiro-o e dizem-me: quem és tu
para ter tanta pretensão
às vezes sento-me e espero - não faço nada
observo os outros um desporto português obsessivo
no estrangeiro ninguém olha assim fixamente em desafio
e deus tira-me do lugar  sempre incomodamos
quem passa e quem está parado
quem fala e quem não fala mais porque não quer
era bom transformar o vazio num longo e interminável poema
mas é sol que só brilha por vezes
Out. 2012
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